Uma rua escura Eu O pensamento A madrugada Enquanto as estrelas brilham E as portas batem Os dentes rangem E o frio assopra Enquanto vago pela rua Solitária está minha memória E logo me lembro Que deixei meus sonhos lá fora Ouço passos Olho para trás Tenho medo de seguir Mas sinto dificuldade de voltar Há cascalho no asfalto Como poeira nas minhas lembranças Há destroços pela rua Que sobraram dos meus sonhos de criança Nada mais terrível do que andar sem luz É não reconhecer o próprio brilho. Dessa vez já não preciso de um poste Apenas de um cobertor Uma inspiração qualquer Uma xícara de café E uma rima.